Nascido
na Alemanha nos dias finais de 1911, no seio de uma “família judia de classe média alta” (GRIECO, 2013, p. 39), Erich Joachim Hess trabalhou em atividades comerciais na Alemanha até
1936, ano em que se transferiu para o Brasil. Sua relação com a fotografia, até então, era a de um fotógrafo amador.
No Brasil, o primeiro trabalho
também envolveu o comércio (venda de máquinas de fotocópias) e logo começou a
atuar como fotógrafo.
O
vínculo de Hess com o órgão federal de preservação brasileiro teve início ainda
em 1937, com trabalhos regulares ate 1945, e esporadicamente até a década de
1980. Enquanto alguns fotógrafos contratados concentraram suas atividades em
alguns estados da federação, Hess, ao longo de décadas, percorreu diversos
deles para os levantamentos fotográficos do patrimônio: Amazonas, Pará, Maranhão,
Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Mato Grosso (inclusive o atual Mato Grosso do Sul), Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul (GRIECO, 2013, p. 16-20 e 29).
Na
década de 1940 Hess também realizou trabalhos fotográficos para o Serviço
Especial de Saúde Pública, para a empresa Panair e para a Companhia Siderúrgica
Nacional (para esta última continuando a produzir material fotográfico das
usinas até os anos 1980).
Os
trabalhos de Hess foram publicados em diversos periódicos e livros, um deles o
fotolivro com fotos exclusivamente de sua autoria, com prefácio de Rachel de Queiroz: Isto é Brasil!, editado em 1959.
Faleceu
no Brasil, no Rio de Janeiro, em agosto de 1995.
Seu
acervo pessoal está sob a guarda da família. O IPHAN possui, em seu Arquivo
Central, no Rio de Janeiro, mais de cinco mil imagens fotográficas por ele
produzidas.
Fonte:
GRIECO,
Bettina Zellner (org.). Entrevista com
Erich
Joachim Hess. Rio de Janeiro: IPHAN, 2013. (Memórias do Patrimônio, 3)
Nenhum comentário:
Postar um comentário